
A fantástica saga de Rose Thompson Hovick, mãe de June Havoc e Gypsy “Lee” Louise Rose chega agora em versão brasileira – e não é que aterrissa bem?
Este sim, parece um musical com artistas aptos para tal empreitada.
A fantástica saga de Rose Thompson Hovick, mãe de June Havoc e Gypsy “Lee” Louise Rose chega agora em versão brasileira – e não é que aterrissa bem?
Este sim, parece um musical com artistas aptos para tal empreitada.
Richard Gere é “Eddie” um tira prestes a se aposentar. Ethan Hawke é “Sal” outro tira, porem um a beira da loucura – não consegue organizar suas finanças e se vê tentado em cometer atos ilícitos para conseguir pagar as contas. O ótimo Don Cheadle é “Tango” mais um tira, este infiltrado no submundo do crime nova-iorquino, prestes a conseguir sua efetivação para Sargento.
Roteiro modesto, mas que entretém.
Isto posto, se não for em 3-D pode-se esperar para ver no DVD em casa.
Fica a dica, e em 3-D, hein??
PS: o dragão, “Fúria da Noite” é a atração do filme – muito sagaz e bonitinho... E, claro, para as crianças, a mensagem que fica é ótima - não maltrate os animais - qual é a consequência dos atos humanos sobre a natureza?
Arrisco dizer que a história de um rapaz gay, Ezri (Ran Danker), que procura emprego num açougue Kousher é pouco crível. Quer dizer, imaginar que durante a tarde o judeu ortodoxo e açougueiro, Aaron Fleshman (Zohar Straus), ‘carca’ o menino e de noite volta para sua vidinha religiosamente vigiada e cuidada, numa comunidade minúscula, em plena Jerusalem, onde seu espirro pode derrubar 3 homens – bem, não falemos sobre credulidade – falemos sobre a mensagem, sim?
Um homem sério, que prioriza esposa, filhos, trabalha duro e tem uma imagem impecável na comunidade. Eis que um dia a tentação bate à sua porta e como ele mesmo profetiza numa cena linda – “Deus coloca sobre nós essas situações justamente para nos testar, para mostrarmos a ele que somos capazes de passar por cima desses pecados da carne”.
Os minutos finais do filme valem a ida ao cinema – momentos em que Aaron percebe que a vida é sobre as diferentes experimentações, sobre como lidamos com elas e sobre como alguns dogmas ignorantes tiram das pessoas essa possibilidade que só traz benefícios – aprendizagem, experiência e auto-conhecimento.
Minutos finais que falam sobre dignidade. Um filme que questiona em dias atuais idéias tão absurdas de uma tradição antiquada, secular e preconceituosa - Um filme delicado.
Bem, assistam a “Pecado da carne”
Ocorre, em 1974, um crime - uma mulher de 23 anos é brutalmente assassinada, não há suspeitos aparentes e tudo gira em torno de ser mais um caso sem resolução. Porém, um oficial de justiça Benjamín Espósito (Ricardo Darin) acaba por se envolver com a história e convence uma promotora de ir atrás de pistas. Vinte e cinco anos mais tarde, já aposentado, Espósito, escreve um romance se baseando no caso e nos fatos dessa história e resolve mostrar para o viúvo da moça assassinada. Ali, além de novas informações, surgem uma série de sentimentos à respeito do “deixar passar” e da capacidade de ir adiante com a vida.
O filme tem como linguagem cortes temporais que fazem ligação entre o passado e o presente - trazendo à tona ora elementos de suspense sobre o crime em si e outrora alguns mais dramáticos, sobre o sofrimento causado às pessoas envolvidas.
Neste vai-e-vem, Espósito, confronta-se com seu passado e com uma incapacidade de dar fim à capítulos de sua vida.
Campanella, portanto, transforma um thriller policial numa obra onde o personagem central questiona sua vida, suas escolhas, perdas e vitórias ao redor do tal crime. A direção consegue misturar (literalmente) elementos de suspense e drama que dão, justamente, um caráter único ao filme – algo realmente diferente e conduzido na medida certa, nem melo dramático e nem de thriller boboca.
Com formidáveis atuações, texto elaborado, pitadas de suspense e um ‘gran finale’ digno de queixo caído, "O Segredo dos seus olhos" se trata de mais um sucesso argentino - Não é à toa que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Ao meu lado havia um grupo de adolescentes, de seus 12-14 anos de idade assistindo o filme de Esmir Filho. Pérolas como, “não estou entendendo nada!” ou “Esse diretor tomou um ácido!” e mais, “Não acaba nuuuuuunca!” fazem do filme deste jovem diretor o grande atrativo. Justamente por Esmir optar em ‘texturizar’ seu filme, dar a ele uma forma, cor e linguagem única, “Os famosos e os duendes da morte” aparece como um longa-metragem extremamente autoral, ousado e com 'look' de obra de arte. Percebe-se facilmente que cada plano foi pensado meticulosamente, e que sendo assim, cada um deles tem um significado importante e uma intenção para estarem ali.
O filme conta a história de um garoto de 16 anos, fã de Bob Dylan e habitante de uma minúscula cidade rural do sul do Brasil. Ele tem acesso ao restante do mundo apenas por meio da internet, e assim passa as horas diante do computador imaginando a vida e a vida dos outros. Faz da interface virtual uma ferramenta para socializar, namorar, dividir e saber das coisas. Numa cidade extremamente limitada, vive esse garoto com anseios de gente grande, de gente urbana e que gosta de Bob Dylan.
Desta forma, Esmir, dirige um filme belíssimo, poético e nada vago. Pelo contrário, que trabalha justamente a inquietude, os anseios e dúvidas de uma época na vida de todos que passa de maneira aflitiva – a adolescência.
Assim, Esmir conta a história de um garoto, mais um entre milhares, que fazem da vida 'virtual' um elo entre a angustia de uma vida isolada e o 'mundo', as coisas e o Bob Dylan.
Um outra forma de assistir - calma e contemplativa - Outro tempo, outra experiência.
Fica a dica para olhos sensíveis.
Michael Stuhlbarg interpreta Prof Larry Gobnik, um homem, como sugere o título, sério. Sim, ao menos, aos olhos de todos à sua volta: no emprego, com sua família, sua esposa, os amigos, os vizinhos e a vizinha gostosa.
Prof Gobnik é um judeu ordinário, um professor de física ordinário, tem uma esposa ordinária, filhos mais que ordinários, vive num bairro ordinário, numa casa ordinária e rodeado por vizinhos ordinários – ou seja, vive uma vida ordinária - aquela que ‘todos’ desejamos e imaginamos que seja perfeita – que não fede nem cheira. Meio ao estilo dos “Simpson’s”?
Neste longa, os Irmãos Cohen, colocam em pauta esta vida ordinária através de um viés religioso (o judaísmo), e assim, revelam o que é ser “sério”, honrar a família e as tradições, ser honesto com a comunidade, ser fiel à esposa, etc, etc; sob o ponto de vista de Larry Gobnik. Ao contrário de Homer, Larry, tem um emprego louvável e não se mete em enrascadas como o chefe da família Simpson, por incompetencia e/ou ignorancia. Muito pelo contrário - Larry leva uma vida impecável - paga contas em dia, não trai a mulher e cuida dos filhos. Tem uma responsabilidade moral consigo e com os outros inabalável. Porém, essa sua 'conduta correta' o leva também a uma outra faceta - a de um homem incapaz de fazer ou pensar o mal e a uma inabilidade em ser assertivo - estas são suas fraquezas e onde justamente, se baseia o filme.
Em “Um homem sério” Joel e Ethan Cohen procuram investigar essa conduta ‘ordinária’ da vida sob o ponto de vista dos outros que orbitam ao redor do personagem de Larry. Desta maneira uma centena de incidentes acontecem onde a paciencia, a moral e a lisura do mesmo é posta à prova. Como dito antes, sob um viés religioso, Larry, então, resolve achar uma solução para seus dilemas com os rabinos da comunidade – e de maneira muito engraçada e irônica, todos eles trazem consigo 2 características fundamentais – a pose de que tudo sabem – e a verdade latente – de que nada sabem.
Assim, quase desmoralizado e se sentindo à beira de um ataque de nervos, impotente diante dos absurdos que lhe são apresentados, Larry resolve refletir sobre sua conduta durante sua vida e sobre os outros. Assim, posso parafrasear uma das máximas de J.P Sartre - "O inferno são os outros!".
Assim como em “Onde os fracos não tem vez” não há catarse do personagem central; esta fica portanto por conta e risco do espectador, que entre gargalhadas, se depara com um 'finale' exótico, diferente e perturbador.
Para mentes desacostumadas com o óbvio.
Fica a dica.
Quem não é fã dos personagens criados por Charles Schulz?
Confesso que fiquei na dúvida se a peça era para adultos ou para crianças. Charlie Brown? Pensei; às 16:00? É para crianças! E é. Mas, para supresa geral, o texto, que de infantil não tem nada, traz questões sobre a vida, futuro e as dúvidas mais comuns à adolescentes, e sendo assim, atrai adultos à participarem mais atentamente do espetáculo. Dirigido por Alonso Barros, a versão brasileira de "You're a good man Charlie Brown" é executada com qualidade tanto no que concerne voz, dança e música e assim traz uma energia digna daquela vista na Broadway e não deixa a desejar.
Com um elenco afinado e que se propõe a deixar o texto mais palpável e claro, “Meu amigo Charlie Brown” se torna um musical que pode agradar à todas as idades - Inserções musicais de bom gosto, boas músicas, interpretações corretas e tons bem infantis dão a criançada um festival de cores e sons onde o lúdico aparece e permite os pequenos viajarem com a turma toda de Snoopy.
Atenção especial aos atores que fazem – Charlie (Leandro Luna), Lucy (Paola Capovilla), Linus (Thiago Machado) e claro, Snoopy (Fred Silveira) - estão idênticos aos personagens. Fred Silveira compreendeu com exatidão a gênese do cão que quer ser gente - está impagável e com uma expressão corporal de tirar risadas a todo instante.
Para quem assistia aos desenhos quando pequeno, um boa sessão nostalgia, e para os pequenos que ainda não conhecem essa turminha, um espetáculo para lá de divertido, agradável e colorido.
A peça tem duração de 1 hora e pouco e passa numa boa.
A dica fica, para maiores e menores.
Ps: só uma pergunta para Linus - Por que 'paninho' e não 'lençolzinho'?